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A Lei em Gálatas e o Fim do Velho Concerto – Começamos o Fim de Uma Era de Argumentos Equivocados


Diante da importância do tema, de quanto isso significa para mim, para outros irmãos e para a história da IASD, estou quebrando o jejum de anos sem escrever nada sobre meus pensamentos, para falar do artigo publicado na Revista Adventista de maio de 2012, intitulado “Lições de Gálatas”.  Quem quiser ler o artigo na íntegra, é só baixá-lo clicando aqui.

Esta edição representa um marco importante na história da teologia adventista. Primeiro por causa do tema em si, segundo por causa do peso teológico de quem escreve (Wilson Paroschi). É lamentável que tenha que ser assim, mas o “academicismo teológico” dos tempos em que vivemos, somado ao peso da “titulação escolar”, são indevidamente levados a um grau de importância tal que a voz de Deus, através de estudiosos irmão da igreja, fica sem ser ouvida. Isto não são palavras de um leigo recalcado. Admiro os que se dedicam ao estudo/ensino das Escrituras e incentivo todos os jovens da igreja a buscarem sempre o mais alto grau de excelência possível no conhecimento da palavra.

Contudo, isto sempre pôde ser adquirido, com ou sem titulação acadêmica. Com os recursos que dispomos hoje, isto é mais do que possível, é uma realidade concreta. Ambas formas de aprendizado (acadêmica ou leiga) tem respaldo bíblico e precisam ser respeitadas. Aliás, pelas escrituras, a qualificação acadêmica nem sempre foi a preferida de Deus na escolha de seus mensageiros e não será na escolha daqueles que irão proclamar a última mensagem com poder, ao receberem a chuva serôdia. Recomendo a todos que leiam o artigo publicado neste site, intitulado Cada Crente um Teólogo.

Amo, respeito e admiro todos os teólogos de nossa igreja, com ou sem formação acadêmica. Todos tem igual importância para mim e minha história de vida (que irei contar adiante), em relação ao tema da lei em Gálatas, é um exemplo real disto.

Um debate antigo

Desde os tempos da Srª White, o tema da lei em Gálatas é controverso. O pai de Waggoner já havia escrito sobre o tema e ele continuou a tratar do assunto em seus artigos, culminando com um grande embate entre Waggoner (editor da Sings of Time) e Butler (editor da Review and Herald).

Além de artigos em publicações da igreja, dois livros foram impressos, “A Lei do Livro de Gálatas”, de George I. Butler (1886), e “O Evangelho no livro de Gálatas” por Ellet J. Waggoner (1888). Em 13 abril de 1886, O. A. Johnson escreveu um artigo na Review intitulado “As Duas Leis”, alegando que a lei em Gálatas incluiu a lei cerimonial.

Waggoner respondeu com uma série de nove artigos em The Signs of the Times (8 julho – 2 setembro, 1886) alegando que a lei referida no livro de Gálatas era a lei moral (argumento já entes defendido por seu pai). Em 18 de fevereiro de 1887, Ellen G. White escreveu a partir de Basel, Suíça, para o editor da The Signs of the Times (Waggoner), pedindo que arejasse suas diferenças denominacionais em público. Ela ficou imparcial ante os lados do debate. (Ver carta 37, 1887; Conselhos aos Escritores e Editores, pp 75-80).

Seguindo seu conselho, Waggoner esperou até 1888 para publicar seu livro, “O Evangelho em Gálatas”, no qual ele declarou sua opinião sobre o assunto.

Só em 1900, dois anos depois da Conferência de 1888, EGW se pronunciou sobre o assunto declarando “Perguntam-me acerca da lei em Gálatas. Que lei é o aio que nos deve levar a Cristo? Respondo: Tanto o código cerimonial como o moral, dos Dez Mandamentos.” Mensagens Escolhidas, Vol I, pág 233.

O problema é que o real significado desta declaração nunca foi devidamente esclarecido. Pior, pois, de lá para cá, o que sempre prevaleceu em nossa igreja foi a interpretação de que a Lei em Gálatas era somente a cerimonial. Lamentavelmente, embora muitos conhececam a história de Desmond Ford, o mesmo espírito de desprezo que ele tinha ao Espírito de Profecia também prevaleceu na mente de muita gente.

Um tributo a Juarez Rodrigues de Oliveira

Sempre fui ávido por conhecimento e informação. Minha relação com a teologia da igreja não é diferente. Logo nos primeiros anos de batizado, comprei dezenas de livros de teologia, estudando-os com profundo interesse e sinceridade. Queria uma resposta a todas as minhas indagações e busquei tudo o que tinha de mais importante publicado em nossa denominação para responder minhas perguntas.

Contudo, sempre levei muito a sério o fato de que Deus nos guia por intermédio da conciência. No início, embora não achasse que muitos dos argumentos utilizados fossem realmente convincentes, não ousava questioná-los, pelo fato de não saber como fazer isso, embora não me sentisse confortável com as explicações dadas.

Deus, que é capaz de sondar todos os corações, ouviu minhas preces e me guiou até o encontro com o irmão Juarez Rodrigues de Oliveira, tradutor juramentado, membro leigo da IASD Central de Vitória-ES. Sua profunda confiança no Espírito de Profecia e seu rígido método de pesquisa bíblica (que deixava sempre a bíblia dizer o que exatamente ela queria dizer, sendo sempre a única intérprete de si mesma) lançou os fundamentos que eu precisava para romper com qualquer insegurança e deselvolver a autonomia que desejava para prosseguir em meus estudos. Tudo isso ocorreu entre 1998 e 2002.

Foi com o irmão Juarez que o nó existente em minha compreensão sobre os argumentos concernentes a defesa da observância dos 10 mandamentos acabaram.

A partir de sua profunda compreensão sobre o assunto da Cronologia profética de Daniel 8 e 9, Juarez foi levado ao tema dos Concertos. Ele viu que, dentro do plano de salvação, as escrituras falam apenas de dois Concertos, um eterno e outro transitório, um feito no Éden e outro no Sinai, um firmado com o sangue de bodes/ovelhas e outro firmado com o “sangue do codeiro de Deus”(João 1:29), um mediado por Moisés e outro mediado pelo único e verdadeiro mediador entre Deus e o homens(I Tim. 2:5).

Enfim, tudo o que já havia lido até o momento sobre as argumentações concernentes a obrigatoriedade da guarda dos mandamentos, usando a velha metodologia da divisão do concerto em leis morais e cerimoniais, foram por água abaixo. Confesso que foi um período traumático. Este tipo de argumentação estava tão arraigada em mim que me senti “amputado” ao romper com ele.

Demorou para eu conseguir “digerir” aquilo. Era como se tivesse tirado o meu chão. Eu não sabia o que fazer com os textos de Paulo fora daquele contexto de lei moral e cerimonial. Contudo, na medida em que ia lendo e aprendendo com Juarez, era como se todas as minhas inseguranças fossem desaparecendo. Embora o caminho fosse mais trabalhoso, era muito mais firme, coerente, seguro e, principalente, bíblico.

Fiquei tão feliz com a descoberta que não sabia falar de outra coisa por muito tempo. Contudo, minha alegria se transformou em um inferno desde quando falei pela primeira vez sobre este assunto em público. Só não fui queimado em praça pública porque ainda não era o tempo destas coisas acontecer. Fiquei triste, angustiado, decepcionado com as pessoas, mas consegui sobreviver.

De lá para cá, minha compreensão a respeito do assunto foi se firmando cada vez mais. Como o propósito de artigo não é expor em detalhes minhas convicções sobre o assunto (quando for oportuno farei), sugiro que baixem e leiam uma apostila que fiz sobre o tema há 10 anos atrás, que está em Arquivos_públicos -> Religiao -> Os_Concertos -> Os_Concertos.pdf.

Um misto de Alegria e Tristesa

Quando me deparei com o Artigo da RA deste mês, do Dr. Wilson Paroschi, foi um misto de muita alegria com alguma tristeza. Alegria por encontrar um certo apoio em alguém tão respeitado quando o Dr. Paroschi. Tristeza por ver que o avanço foi apenas em parte.

Quando ele diz que “não basta dizer a verdade. Ela deve ser dita da forma correta”,  está totalmente correto, mas não fala algo apenas de si mesmo. É bem provável que ele tenha tomado esta idéia do seguinte texto:

“Agitai, agitai, agitai! Os assuntos que apresentamos ao mundo devem ser para nós uma realidade viva. É importante que, ao defender as doutrinas que consideramos artigos fundamentais da fé, nunca nos permitamos o emprego de argumentos que não sejam inteiramente retos. Eles podem fazer calar um adversário, mas não honram a verdade. Devemos apresentar argumentos legítimos, que, não somente façam silenciar os oponentes, mas que suportem a mais profunda e perscrutadora investigação.” Obreiros Evangélicos, pág. 299.

O ponto que concordamos diz respeito a falácia da “velha distinção entre lei moral e lei cerimonial como chave para entender” a epístola aos Gálatas. Aliás, ampliando ainda mais a idéia, esta distinção não serve para explicar nada concernente ao assunto da Lei. Tanto para Paulo, quanto para qualquer judeu de sua época, ao falar de um ponto específico do velho concerto (quer seja cerimonial, moral ou civil) ele não o estava divindo em partes distintas. O velho concerto é um todo indivisível, mesmo que possamos agrupar seus preceitos em categorias específicas. Estas divisões tem cunho meramente didático, mas não legal.

Agora, certamente discordamos quando diz que “A aliança do Sinai não foi senão a mesma aliança que Deus fizera com Adão, no Éden (cf Gen. 3:15,21), e com Abraão, em Canaã …, sendo, portanto, a mesma Aliança eterna.”  Vejamos o que a Bíblia diz sobre isso:

“Eis que dias vêm, diz o SENHOR, em que farei uma aliança nova com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porque eles invalidaram a minha aliança apesar de eu os haver desposado, diz o SENHOR. ” Jeremias 31:31-32

“Porque, se aquela primeira fora irrepreensível, nunca se teria buscado lugar para a segunda.” Hebreus 8:7

Embora EGW diga que:

Sob o novo concerto, as condições pelas quais a vida eterna pode ser alcançada são as mesmas do velho concerto – perfeita obediência. … No novo e melhor concerto, Cristo cumpriu a lei para o transgressor da lei, se ele O aceitar pela fé como seu Salvador pessoal. … No melhor concerto somos purificados do pecado pelo sangue de Cristo. SDA Bible Commentary, vol. 7, pág. 931.

Ela também diz que:

As condições do “velho concerto” eram: Obedece e vive – “cumprindo-os [estatutos e juízos] o homem, viverá por eles” (Ezeq. 20:11; Lev. 18:5); mas “maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei”. Deut. 27:26. O “novo concerto” foi estabelecido com melhores promessas: promessas do perdão dos pecados, e da graça de Deus para renovar o coração, e levá-lo à harmonia com os princípios da lei de Deus. Patriarcas e Profetas, págs. 371 e 372

Quando o Dr. Paroschi diz que o Velho Concerto era igual ao feito com Adão, ele erra no texto e, consequentemente, na idéia. O texto correto seria o de Gen 2:16 e 17. O velho concerto é igual ao concerto feito com Adão antes da queda. Ele dependia de uma capacitação prévia para ser obedecido. Sobre isso EGW diz:

“Sendo que o homem caído não podia vencer a Satanás na sua força humana, Cristo veio das cortes reais do Céu para ajudá-lo com Sua força humana e divina combinadas. Cristo sabia que Adão no Éden com suas vantagens superiores podia ter enfrentado as tentações de Satanás e tê-lo vencido.” No Deserto da Tentação, pág. 55.

O velho e o novo concerto foram iguais apenas quanto as exigências, contudo, o velho não tinha promessa de perdão e muito menos de força para vencer o pecado. Ou seja, os termos do acordo não são totalmente iguais. No velho há apenas a exigência, sem capacitação prévia. No Novo há a exigência, mas a promessa de força para cumprir.

Portanto, não se trata apenas de diferenças quanto a resposta do homem, mas, sim, dos próprios termos do acordo. São acordos com termos diferentes. Qualquer pessoa com algum conhecimento de Direito vai entender o que digo. Quando há mudanças nos termos de um acordo, o anterior é anulado e um Novo é feito. Não há remendos.

O velho concerto só exige.  É nisto que está a sua “fraqueza” ou “imperfeição”. Ele não podia fazer nada pelo homem caído, pois seus termos estavam fora do alcance do homem. Neste caso específico, o problema do Dr. Paroschi é o mesmo de muito outros teólogos. Eles dizem que aquilo que está escrito na Bíblia ou no Espírito de Profecia não é o que você lê. Tem quer ler “a” mas entender “b”. Não há nada de equivocado na interpretação que se dá ao capítulo 32 de Patriarcas e Profetas.

O novo concerto exige e capacita. Uma vez que o homem perdeu a força original  para enfrentar a tentação,  dada por Deus na criação, o novo concerto provê os meios necessários de compensar isso, provendo força espiritual adicional através do Espírito Santo. O novo concerto é um concerto melhor, porque está baseado em melhores promessas, capazes de atender o homem em todas as suas necessidades e restaurá-lo completamente.

São estes os motivos alegados pela bíblia e pelo Espírito de Profecia para a transitoriedade do velho concerto e não os apresentado pelo Dr. Paroschi.

Ao contrário do que diz o Dr. Paroschi, a perenidade do velho concerto não está associada a transitorieade de seus termos ou a tipologia de seus emblemas. Paulo, falando do novo concerto, diz: “Ora, também a primeira tinha ordenanças de culto divino, e um santuário terrestre.” Hebreus 9:1. Quando Paulo diz “também”, ele estava comparando os dois sistemas. Ambos possuem um santuário e ordenanaças ritualísticas. Ambos possuem preceitos eternos e transitórios. Batismo, santa ceia, lava-pés, dons espirituais, são elementos do novo concerto, contudo são transitórios. O próprio santuário celestial perderá sua função com o fim do pecado.

Todos sabem que o sistema de sacrifícios era tipológico, portanto, transitório. Contudo, pertencia ao concerto eterno, foi incorporado ao concerto do sinai, tendo seu fim na cruz. O dízimo pertencia ao concerto eterno, foi incorporado ao velho concerto, permanesse no novo concerto, e findará com o término da obra ministerial terrestre. A lei de Deus, base de seu governo, pertence ao concerto eterno, foi incorporado ao velho, fortalecido no Ministério de Cristo, perpetuado por seus apóstolos e nunca mais findará sua validade. Portanto, em ambos o concertos há preceitos eternos e transitórios.

Conclusão

Gostaria aqui de parabenizar a Editores da RA pela publicação do artigo e ao Dr. Wilson Paroschi pela sua coragem ao expor abertamente a ferida e procurar corrigí-la. Contudo, se ele quer realmente dar uma contribuição valiosa a igreja, deve seguir o conselho de nosso Mestre: “ninguém deita remendo de pano novo em roupa velha, porque semelhante remendo rompe a roupa, e faz-se maior a rotura. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás rompem-se os odres, e entorna-se o vinho, e os odres estragam-se; mas deita-se vinho novo em odres novos, e assim ambos se conservam.” Mateus 9:16-17

Oro para que nossos irmãos, pastores, líderes e administradores da igreja (1) realmente “sepultem” de uma vez por todas estes algumentos equivocados de lei moral e cerimonial, (2) que ouçam o irmão Juarez Rodrigues de Oliveira não só com relação ao tema da cronologia profética, e que, também, (3) deixem a bíblia e o Espírito de Profecia dizer exatamente o que querem dizer, mesmo que isto requeira um rompimento total com velhos argumentos, o que este assunto sobre a Lei e os Concertos exige.

Fraternalmente,

Herbert de Carvalho

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CategoriasDoutrina, Religião
  1. willis Sepulchro
    9 junho, 2012 às 5:11 pm | #1

    Quero parabenizar ao meu amigo Major Herbert pelo artigo apresentado. Ele expoe perfeitmente as correntes dessa problema teológico que os teólogos e administradores da igreja insistem em carregar. Até quando vai reinar a falta de humildade, de coragem e de resposabilidade? Do mesmo modo que as bençãos destinadas as sete igrejas da Ásia menor são aplicaveis a todos os cristãos de todos os tempos, as maldições também o são. E uma das maldições é de que Deus moveira o candeeiro, a autoridade sobre o povo de Deus, do seu lugar caso não se arrependecem e não se humilhacem. Que Deus tenha misericórdia de nossas almas.

  2. José
    25 maio, 2012 às 8:07 pm | #2

    Ao ler o texto acima, fico entristecido, pois vejo que o drama ocorrido em 1888 em Mineápolis ainda não acabou. O pastor Butler, presidente da conferência Geral editou um livro cujo título era: A lei em Gálatas. o pastor Jones editou outro com o título: O evangelho em Gálatas. Ha pouco tempo atraz estudamos na escola sabatina o livro de Gálatas, e na sua primeir a página, estava escrito: Nós adventistas temos uma dívida com relação ao livro de Gálatas. 2.000 anos! e ainda a maioria dos adventistas não o entenderam. Martinho Lutero foi abençoado por Deus ao ler o livro de Gálatas, e revolucionou “espiritualmente” o mundo. Este livro: A lei em Gálatas, trata de muitos assuntos, mas não do essencial: A salvação em Cristo, mediante a fé. O livro diz sobre “O uso do sangue”, diz sobre ” O uso de carnes imundas”, diz sobre ” O dízimo” e faz a seguinte pergunta ao seu final: A falta de obediência pode excluir a pessoa da salvação? a resposta do livro é: Sim.
    Sim, eu sinto muito, por ver nosso povo (adventista) ler algo como este que acebei de citar. Sugiro que se leia o livro ” A mensagem de 1888 de George R Knight, professor de história do adventismo da Andrews University, editado pela ” CASA” .Sei que tudo isto que estou escrevendo será: ou rebatido com 1000 explicações ou simplesmente ignorado, com o claro objetivo de não chegar aos leitores. Com certesa o autor do livro em questão tem um excelente objetivo, mas estes argumentos foram os mesmos de 1888. Sinto muito!

  3. Marconi
    24 maio, 2012 às 3:32 pm | #3

    Parabéns amigo pela exposição do tema da RA. Abraços

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